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O programa Move Brasil – Táxi e Aplicativos ampliou o valor máximo dos veículos que podem ser financiados por taxistas e motoristas de aplicativos. O teto passou de R$ 150 mil para R$ 200 mil, enquanto o prazo máximo de pagamento aumentou de 72 para 84 meses.
A mudança ampliou significativamente a variedade de carros disponíveis. A lista atualizada reúne 173 combinações de modelos e versões, incluindo veículos compactos, sedãs, SUVs, picapes, elétricos e híbridos.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o novo limite de preço pode fazer o programa alcançar cerca de 88% do mercado brasileiro de veículos, contra aproximadamente 63% anteriormente, considerando os emplacamentos registrados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) em 2025.
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A atualização do programa foi oficializada em agosto de 2026. Além de elevar o teto de R$ 150 mil para R$ 200 mil, o governo ampliou o prazo máximo de financiamento para sete anos.
Também houve ampliação das opções de veículos eletrificados. A relação passou a contemplar diferentes configurações híbridas, incluindo modelos que combinam motor elétrico com propulsão a gasolina, etanol ou ambos.
Na prática, a mudança permite que profissionais que antes encontravam poucas opções dentro do limite de preço tenham acesso a veículos de categorias superiores.
O programa é voltado para taxistas e motoristas de aplicativos que atendam aos critérios estabelecidos pelo governo.
No caso dos motoristas de aplicativos, o BNDES estabelece, entre os requisitos, cadastro ativo há pelo menos 12 meses e realização de pelo menos 100 corridas nesse período na mesma plataforma.
Para taxistas, é necessário estar devidamente registrado e ativo na atividade.
O primeiro passo é realizar o cadastro de elegibilidade pela plataforma oficial, utilizando uma conta gov.br. A aprovação nessa etapa, entretanto, não garante a liberação do financiamento.
Depois do cadastro, o interessado ainda passa por análise de crédito da instituição financeira.
A nova lista reúne veículos de diferentes segmentos. Entre os modelos disponíveis estão Chevrolet Onix, Onix Plus, Fiat Argo, Fiat Cronos, Volkswagen Polo, Volkswagen Virtus, Hyundai HB20, Hyundai HB20S, Nissan Kicks, Nissan Versa, Honda City e Renault Kardian.
A relação também passou a contemplar uma quantidade maior de SUVs, como Honda HR-V, Chevrolet Tracker, Hyundai Creta, Volkswagen T-Cross, Volkswagen Tera, Renault Duster, Renault Boreal, Jeep Compass e Jeep Commander.
Confira a relação apresentada pelo programa.
A ampliação do limite de financiamento modificou principalmente o perfil dos veículos disponíveis.
Antes, o teto de R$ 150 mil concentrava o programa em modelos compactos e alguns sedãs. Com o novo limite, SUVs de diferentes tamanhos passaram a aparecer entre as opções.
Modelos como HR-V, Tracker, Creta, T-Cross, Tera, Duster, Boreal, Compass e Commander estão entre as alternativas.
Para motoristas que passam várias horas por dia no veículo, modelos maiores podem oferecer mais espaço interno e conforto. Por outro lado, o custo de aquisição não é o único fator que precisa ser considerado.
Seguro, manutenção, pneus, consumo e valor de revenda também podem alterar bastante o custo da operação.
A relação atualizada inclui Chevrolet Montana, Fiat Strada, Fiat Toro e Volkswagen Saveiro.
A presença dessas picapes amplia o público potencial do programa, principalmente para profissionais que trabalham com entregas e transporte de mercadorias.
No entanto, existe uma diferença entre ser um veículo financiável pelo Move Brasil e estar autorizado a operar como táxi.
A regulamentação do serviço de táxi é municipal. Por isso, um modelo incluído na lista nacional não necessariamente poderá ser utilizado como táxi em todas as cidades.
A nova relação também amplia as alternativas de eletrificação.
Entre os modelos aparecem veículos elétricos como BYD Dolphin, Dolphin Mini, GWM Ora 03, Geely EX2 e Leapmotor B10, além de diferentes modelos híbridos.
Para motoristas profissionais, a possibilidade de utilizar um veículo eletrificado pode representar uma redução nos gastos com combustível ou energia, dependendo do modelo, da rotina de trabalho e da infraestrutura disponível.
Antes de optar por um elétrico ou híbrido, porém, é necessário analisar autonomia, disponibilidade de carregadores, custo das revisões e assistência técnica na região onde o motorista trabalha.
O prazo máximo passou para 84 meses, o equivalente a sete anos.
O programa também permite carência de até seis meses para o início do pagamento do principal, de acordo com as condições da operação.
O prazo maior pode reduzir o valor das parcelas, mas aumenta o período de comprometimento financeiro. Por isso, o consumidor deve olhar para o custo total do financiamento, e não somente para a parcela mensal.
Sim, desde que o veículo esteja dentro dos critérios do programa e na lista oficial de bens financiáveis.
O limite de R$ 200 mil corresponde ao valor máximo considerado para o veículo. Isso não significa que todo motorista terá automaticamente R$ 200 mil aprovados.
A liberação depende da análise de crédito feita pela instituição financeira.
Não existe uma regra geral que determine uma entrada fixa para todos os beneficiários.
O BNDES informa que a operação pode financiar até 100% dos itens financiáveis, mas a instituição financeira é responsável por definir as condições concretas do crédito.
Assim, dependendo da análise de cada banco, pode haver necessidade de entrada.
Não.
O cadastro realizado no programa serve para verificar se o profissional atende aos critérios de elegibilidade. Depois disso, o interessado precisa procurar uma instituição financeira participante.
O banco fará uma análise própria antes de decidir pela concessão do crédito.
Essa diferença é importante porque um motorista pode ser considerado elegível pelo programa e, ainda assim, não ter o financiamento aprovado nas condições desejadas.
O carro mais caro da lista não necessariamente é o mais vantajoso para quem trabalha com transporte ou entregas.
Antes de fechar negócio, o profissional deve colocar na conta:
Um modelo de R$ 130 mil, por exemplo, pode ser financeiramente mais interessante do que um de R$ 190 mil se apresentar menor custo operacional ao longo dos anos.
A análise também deve considerar a categoria de serviço exercida e as regras do município onde o motorista trabalha.

A relação oficial de veículos financiáveis está disponível no portal do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Como a lista pode sofrer alterações, o ideal é conferir a versão mais recente antes de comprar o veículo ou fechar o financiamento.
Também é possível consultar no portal do programa as regras de participação, critérios de elegibilidade e perguntas frequentes.
O Move Brasil ampliou consideravelmente as opções para taxistas e motoristas de aplicativos ao elevar o limite de financiamento de R$ 150 mil para R$ 200 mil e o prazo máximo para 84 meses.
A mudança colocou SUVs, picapes, elétricos e híbridos entre as alternativas disponíveis e aumentou o alcance potencial do programa no mercado brasileiro.
Para o motorista, porém, a ampliação não significa que o veículo de maior valor seja necessariamente a melhor escolha. Antes de contratar o crédito, é preciso verificar a versão exata do modelo na lista oficial, analisar as regras locais para utilização profissional e calcular o custo total da operação.
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