Financia Certo

Consiga seu financiamento com a gente

Seu parceiro em assessoria financeira, empréstimos e renegociações.

Share Now

O dinheiro em espécie vem perdendo espaço para o Pix e os cartões no comércio de Belém, mas ainda mantém presença relevante, principalmente nas feiras. No Complexo do Ver-o-Peso, relatos de comerciantes mostram que o comportamento dos consumidores varia conforme o tipo de produto, o perfil do cliente e a forma de venda.

Enquanto alguns feirantes estimam que entre 70% e 80% dos pagamentos já sejam feitos pelo Pix, outros afirmam que o dinheiro físico continua representando a maior parte das vendas. A mudança também trouxe um problema prático: a dificuldade para conseguir troco.

Leia mais:

Lula reajusta Bolsa Família em 15% e piso passa de R$ 600 para R$ 691

Pix ganha espaço entre os consumidores do Ver-o-Peso

Dinheiro
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

A expansão dos pagamentos digitais modificou a rotina dos comerciantes do Ver-o-Peso. Entre as opções disponíveis, o Pix aparece com frequência como uma das formas preferidas pelos consumidores, acompanhado pelos cartões de débito e crédito.

O vendedor de alho, colorau e pimenta Aroldo Moraes estima que atualmente entre 70% e 80% dos pagamentos recebidos em seu negócio sejam realizados pelo Pix. O cartão também tem participação, enquanto o dinheiro físico aparece com menos frequência.

A percepção mostra como os pagamentos instantâneos passaram a fazer parte do cotidiano das feiras, inclusive em negócios de pequeno porte. Para o comerciante, a modalidade reduz a necessidade de manter dinheiro em caixa e facilita a conclusão da compra.

Falta de troco vira desafio para quem ainda recebe dinheiro

A redução da circulação de cédulas, porém, cria uma dificuldade para os estabelecimentos que continuam recebendo pagamentos em espécie: conseguir troco.

Aroldo explica que o problema aparece principalmente quando um cliente utiliza uma nota de valor elevado. Como boa parte das vendas é paga por meios digitais, o comerciante nem sempre tem notas e moedas suficientes para devolver a diferença.

Nessas situações, ele precisa recorrer a outros feirantes para trocar as cédulas e conseguir finalizar a venda.

O problema não é exclusivo de um comerciante. A vendedora Márcia Silva, que trabalha com tucupi, molhos de pimenta, cachaça de jambu e licores artesanais, também relata dificuldades semelhantes.

Dinheiro ainda representa metade das vendas para alguns feirantes

Apesar da preferência dos consumidores por Pix e cartão, Márcia afirma que prefere receber em dinheiro. Segundo a comerciante, o pagamento em espécie ainda representa aproximadamente metade das receitas de seu negócio.

Na prática, isso significa que, para cada R$ 100 vendidos, cerca de R$ 50 ainda podem ser recebidos em dinheiro físico, de acordo com a estimativa apresentada pela própria feirante.

A situação revela uma diferença entre a preferência do consumidor e a percepção do comerciante. Embora Pix e cartão sejam apontados como as modalidades mais utilizadas, o dinheiro continua tendo participação significativa em determinados negócios.

Perfil do cliente influencia a forma de pagamento

A realidade é ainda mais diferente para o feirante Rafael Santos. Segundo ele, aproximadamente 80% dos pagamentos que recebe continuam sendo feitos em dinheiro.

Rafael afirma que mantém diferentes formas de pagamento disponíveis — dinheiro, Pix, débito e crédito —, mas observa que a modalidade predominante depende do perfil do comprador e da relação comercial.

Nas compras realizadas diretamente na feira, o dinheiro aparece com maior frequência. Já clientes que recebem mercadorias e fazem pagamentos semanais ou quinzenais costumam utilizar o Pix.

“Aqueles clientes que eu forneço mercadoria e eles me pagam por semana, por quinzena, aí eu trabalho com Pix”, relata o feirante.

A diferença ajuda a explicar por que não existe uma única proporção de pagamentos em espécie válida para todo o comércio do Ver-o-Peso. Cada atividade possui uma dinâmica própria.

Por que o dinheiro ainda circula nas feiras?

Mesmo com a popularização do Pix, as feiras possuem características que ajudam a manter o dinheiro físico em circulação.

As transações costumam envolver compras de menor valor, negociação direta entre vendedor e consumidor e uma grande variedade de comerciantes independentes. Além disso, parte dos clientes ainda prefere utilizar cédulas e moedas para controlar os gastos ou simplesmente por hábito.

O relato dos feirantes também indica que o tipo de cliente influencia a escolha. Consumidores que compram diretamente na banca podem pagar em espécie, enquanto clientes que mantêm uma relação comercial recorrente podem optar pelo Pix.

Por isso, a substituição do dinheiro por meios digitais não ocorre de maneira uniforme entre todos os segmentos.

Comerciantes encontram soluções para a falta de moedas

Quando o problema é o troco de pequenos valores, alguns feirantes precisam improvisar para evitar prejuízos ou dificuldades no atendimento.

Rafael Santos conta que, em determinadas situações, procura oferecer outro produto ao consumidor para ajustar o valor da compra. Se o troco seria de R$ 1 ou R$ 2, por exemplo, ele pode acrescentar uma pequena mercadoria e modificar o valor final da negociação.

A estratégia reduz a dependência de moedas e cédulas de baixo valor, que se tornam mais difíceis de encontrar quando há menor circulação de dinheiro físico.

Para quem trabalha diariamente com vendas presenciais, a questão deixa de ser apenas uma preferência pelo dinheiro ou pelo pagamento digital. Ter troco disponível pode determinar a facilidade com que uma venda é concluída.

O que muda para o consumidor?

Para o consumidor, a transformação significa maior variedade de formas de pagamento, mas também exige atenção à modalidade escolhida.

Quem pretende pagar em dinheiro pode enfrentar situações em que o comerciante não tenha troco suficiente, principalmente diante de notas de valor elevado. Nesses casos, ter uma segunda opção, como Pix ou cartão, pode facilitar a compra.

Por outro lado, quem utiliza pagamentos digitais precisa considerar fatores como acesso ao celular, conexão com a internet e disponibilidade de saldo ou limite.

Nas feiras, portanto, dinheiro e meios eletrônicos ainda convivem. A proporção entre eles depende das características de cada negócio e do público atendido.

Dinheiro em espécie vai desaparecer das feiras?

Dinheiro
Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

Os relatos dos comerciantes não indicam que o dinheiro físico tenha deixado de ser utilizado nas feiras de Belém. O que se observa é uma convivência entre diferentes modalidades de pagamento.

Em alguns estabelecimentos, o Pix já representa a maior parte das vendas. Em outros, principalmente entre determinados públicos e tipos de negócio, o dinheiro continua predominante.

A dificuldade para conseguir troco mostra justamente esse período de transição: há menos dinheiro físico circulando em algumas atividades, mas a demanda por pagamentos em espécie ainda permanece.

Conclusão

O avanço do Pix e dos cartões mudou a forma como os consumidores pagam no comércio de Belém, mas o dinheiro em espécie continua presente, especialmente nas feiras. Os relatos de comerciantes do Ver-o-Peso mostram que a participação de cada modalidade varia conforme o negócio e o perfil do cliente.

Enquanto alguns feirantes estimam que até 80% das vendas sejam pagas por Pix, outros afirmam que o dinheiro ainda responde pela maior parte das transações. Ao mesmo tempo, a menor circulação de cédulas pode dificultar a obtenção de troco.

Para o consumidor, a principal consequência prática é a necessidade de considerar as diferentes formas de pagamento disponíveis. Nas feiras, pelo menos por enquanto, o dinheiro físico ainda divide espaço com o avanço dos pagamentos digitais.


Conteúdo publicado originalmente em Seu Crédito Digital. Reprodução parcial ou total proibida sem autorização expressa.

Investidores mais ricos evitam ETFs no Brasil

Os fundos de índice, conhecidos como ETFs (Exchange Tr...

Refis de Leme dá 100% de desconto em juros e

Contribuintes de Leme têm até 16 de outubro de 2026 p...

Nossa missão.

Financia Certo, ajuda seus clientes a realizarem seus sonhos.

Financia Certo
Visão geral da privacidade

Este site utiliza cookies para que possamos lhe proporcionar a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas no seu navegador e desempenham funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.