Financia Certo

Consiga seu financiamento com a gente

Seu parceiro em assessoria financeira, empréstimos e renegociações.

Share Now
Brasil

O comércio exterior do Brasil manteve ritmo de expansão em 2026, mesmo diante das novas barreiras tarifárias impostas pelos Estados Unidos. Até a quarta semana de setembro, as exportações brasileiras somaram US$ 281,34 bilhões, alta de 11,5% sobre o mesmo período de 2025, segundo dados preliminares do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No mesmo intervalo, as importações chegaram a US$ 219,57 bilhões, crescimento de 6%. A diferença entre os dois fluxos levou o superávit da balança comercial a US$ 61,77 bilhões, avanço de 36,3% em relação ao ano anterior.

O resultado ocorre em um período de maior tensão comercial com Washington. Em julho, os Estados Unidos anunciaram novas tarifas sobre determinados produtos brasileiros, enquanto parte das mercadorias permaneceu fora das sobretaxas específicas.

Leia mais:

STF discute imunidade tributária e pode afetar cobrança de IPTU em concessões

Exportações brasileiras avançam mesmo com novas tarifas

Brasil
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

Os números mais recentes mostram que, até a quarta semana de setembro, o crescimento das vendas externas brasileiras não foi interrompido pelas novas medidas comerciais americanas.

Isso não significa, porém, que todas as empresas ou setores tenham sido igualmente afetados. As tarifas atingem grupos específicos de produtos e o impacto varia conforme o mercado de destino, o tipo de mercadoria e as condições de cada operação.

Em julho, o governo dos Estados Unidos estabeleceu uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros por meio de uma ação baseada na Seção 301 da legislação comercial americana. O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) afirmou que a medida resultou de uma investigação sobre práticas brasileiras que, segundo o órgão, prejudicariam interesses comerciais americanos.

Do lado brasileiro, o MDIC informou que as medidas anunciadas pelos Estados Unidos alcançavam 23,1% das exportações brasileiras, enquanto 52,7% permaneciam sem tarifas adicionais setoriais ou específicas contra o Brasil naquele levantamento.

O que os números da balança comercial mostram?

A balança comercial registra a diferença entre as exportações e as importações de bens de um país.

Quando as vendas ao exterior superam as compras, há superávit. Foi o que ocorreu no acumulado de 2026 até a quarta semana de setembro.

Indicador 2026 até a 4ª semana de setembro Variação
Exportações US$ 281,34 bilhões +11,5%
Importações US$ 219,57 bilhões +6,0%
Superávit comercial US$ 61,77 bilhões +36,3%
Corrente de comércio US$ 500,92 bilhões +9,0%

Os dados são preliminares e foram divulgados pelo MDIC em 28 de setembro. A próxima divulgação consolidada está prevista para 6 de outubro de 2026.

A corrente de comércio, que soma exportações e importações, atingiu US$ 500,92 bilhões, alta de 9% na comparação anual. O indicador ajuda a dimensionar o volume total de negócios realizados pelo Brasil com outros países.

Indústria de transformação ganha destaque

Entre os setores exportadores, a indústria de transformação apresentou o maior valor no período analisado, com aproximadamente US$ 15,6 bilhões em vendas externas.

O desempenho colocou o segmento à frente da agropecuária e da indústria extrativa no recorte divulgado pelo governo.

Dados mais detalhados da quarta semana de setembro mostram que a indústria de transformação alcançou cerca de US$ 15,62 bilhões, crescimento de 13,8% na comparação com o mesmo período de 2025. A indústria extrativa chegou a US$ 8,41 bilhões, alta de 52,2%, enquanto a agropecuária movimentou US$ 6,17 bilhões, avanço de 12,8%.

O resultado indica que o crescimento das exportações não ficou restrito a um único segmento da economia.

Aviões aparecem entre os produtos de destaque

Dentro da indústria de transformação, as vendas de aviões e outros equipamentos aeronáuticos se destacaram.

Até a quarta semana de setembro, as exportações desses produtos somaram US$ 455,8 milhões, segundo os dados divulgados pelo MDIC.

O setor aeronáutico é um exemplo de atividade industrial em que o Brasil possui participação relevante no mercado internacional. O desempenho das exportações, portanto, contribui para ampliar o valor agregado da pauta comercial brasileira.

Outros produtos também ajudaram o resultado industrial. Nos dados do período, celulose, óleos combustíveis e ouro não monetário aparecem entre os itens com crescimento nas vendas externas.

Brasil também amplia as compras do exterior

Embora as exportações tenham crescido em ritmo superior, as importações brasileiras também avançaram.

Entre janeiro e a quarta semana de setembro, as compras externas totalizaram US$ 219,57 bilhões, aumento de 6% sobre o mesmo intervalo de 2025.

O crescimento das importações mostra que a expansão do comércio exterior não ocorreu apenas pelo aumento das vendas brasileiras. Empresas e consumidores também elevaram a aquisição de produtos estrangeiros ao longo do ano.

A diferença entre os dois ritmos, contudo, ampliou o saldo positivo da balança comercial.

Por que o superávit cresceu mais que as exportações?

O superávit avançou 36,3%, percentual bastante superior ao crescimento de 11,5% das exportações.

A explicação está na combinação entre o aumento das vendas brasileiras e um crescimento mais moderado das importações. Quando as exportações crescem mais rapidamente que as importações, a diferença entre os dois fluxos aumenta.

Até a quarta semana de setembro, essa diferença chegou a US$ 61,77 bilhões. Em termos simples, o Brasil vendeu ao exterior significativamente mais do que comprou no período.

O resultado, entretanto, não deve ser interpretado isoladamente. O saldo comercial é influenciado por preços internacionais, volumes embarcados, câmbio, demanda dos principais parceiros e composição da pauta de comércio.

O que muda para a economia brasileira?

O desempenho positivo das exportações ajuda a sustentar a entrada de dólares no país e amplia o saldo das transações de bens com o exterior.

Para empresas exportadoras, um ambiente de vendas externas em expansão pode representar aumento da produção e abertura de novos mercados. Os efeitos, porém, variam conforme o setor e o destino das mercadorias.

O resultado também reforça a importância da diversificação dos parceiros comerciais. Quando uma empresa depende fortemente de um único mercado, mudanças tarifárias ou regulatórias naquele destino podem ter impacto maior sobre suas vendas.

Por isso, a expansão das exportações brasileiras para diferentes mercados pode reduzir a exposição a medidas adotadas individualmente por determinados países.

Tarifas dos Estados Unidos ainda podem afetar setores específicos

Apesar do crescimento agregado das exportações brasileiras, os números não eliminam os efeitos das tarifas americanas sobre empresas diretamente expostas ao mercado dos Estados Unidos.

Em julho de 2026, o USTR anunciou uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. O próprio governo brasileiro informou posteriormente que parte relevante das exportações permanecia sem tarifas adicionais específicas.

Isso significa que o resultado geral da balança comercial não deve ser utilizado para concluir que todos os exportadores brasileiros ficaram imunes às medidas americanas.

Além disso, as estatísticas acumuladas até setembro incorporam operações realizadas antes e depois da entrada em vigor de diferentes medidas. O impacto integral das mudanças tarifárias pode, portanto, aparecer com maior clareza nas próximas divulgações.

O que esperar dos próximos dados?

O levantamento divulgado em 28 de setembro ainda é preliminar. O MDIC informou que a próxima divulgação dos dados consolidados está programada para 6 de outubro de 2026.

Essa atualização poderá trazer números revisados e permitir uma análise mais completa do desempenho de setembro.

Até aqui, os dados mostram três movimentos simultâneos: crescimento das exportações, avanço mais moderado das importações e forte expansão do superávit comercial.

O desempenho dos próximos meses será acompanhado também pela evolução das tarifas americanas, pela demanda internacional por produtos brasileiros e pela capacidade das empresas de diversificar mercados.

Brasil mantém comércio exterior em expansão

Brasil
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

Os dados do MDIC mostram que o comércio exterior brasileiro chegou ao fim de setembro com indicadores superiores aos registrados no mesmo período de 2025.

As exportações atingiram US$ 281,34 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 219,57 bilhões. O resultado foi um superávit de US$ 61,77 bilhões e uma corrente de comércio de US$ 500,92 bilhões.

A indústria de transformação teve papel relevante nesse desempenho, com destaque para as exportações de produtos aeronáuticos. Ao mesmo tempo, a expansão do saldo comercial ocorreu em meio a mudanças nas regras tarifárias dos Estados Unidos, o que torna os próximos dados importantes para avaliar a dimensão dos efeitos sobre os diferentes setores.

Como os números de setembro ainda são preliminares, a fotografia definitiva do mês dependerá da consolidação prevista pelo MDIC para outubro.

Conclusão

Os dados do comércio exterior mostram que o Brasil mantém um ritmo de crescimento nas exportações mesmo diante do ambiente de maior tensão comercial internacional. Até setembro, o avanço das vendas externas, combinado ao aumento mais moderado das importações, ampliou o superávit da balança comercial. O desempenho da indústria de transformação também chama atenção e reforça a diversificação da pauta exportadora. Ainda assim, os números são preliminares, e os próximos meses serão importantes para medir os efeitos das tarifas americanas sobre os diferentes setores e verificar se o ritmo de crescimento será mantido até o fim de 2026.


O post Tarifaço de Trump não impede alta das exportações brasileiras foi publicado originalmente em Seu Crédito Digital.

A reprodução não autorizada deste conteúdo é proibida e monitorada.

O post Tarifaço de Trump não impede alta das exportações brasileiras apareceu primeiro em Seu Crédito Digital.

Pagamento da PLR do Itaú ganha data definida

Os funcionários do Itaú receberão a antecipação da...

Estudantes brasileiros recorrem mais à IA pa

A inteligência artificial deixou de ser uma tecnologia...

Nossa missão.

Financia Certo, ajuda seus clientes a realizarem seus sonhos.

Financia Certo
Visão geral da privacidade

Este site utiliza cookies para que possamos lhe proporcionar a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas no seu navegador e desempenham funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.