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A Caixa Econômica Federal entrou em greve nacional por tempo indeterminado em setembro, após os empregados rejeitarem a proposta apresentada pela instituição para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A paralisação atinge principalmente o atendimento presencial nas agências, enquanto canais digitais e alternativas de atendimento continuam disponíveis aos clientes.
O movimento ocorre em meio à campanha nacional dos bancários e tem como principal ponto de conflito, no caso da Caixa, o Saúde Caixa, plano de assistência médica oferecido aos empregados. A categoria também reivindica avanços em outras condições de trabalho e benefícios.
Segundo informações divulgadas pelas entidades sindicais, a rejeição da proposta foi expressiva em diferentes bases. Na Bahia, por exemplo, 97,52% dos trabalhadores da Caixa rejeitaram a proposta apresentada pelo banco.
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O principal impasse envolve o modelo de financiamento do Saúde Caixa. Os trabalhadores contestam o limite estabelecido para a participação financeira da instituição no custeio do plano.
Pelo modelo atualmente discutido nas negociações, existe um teto relacionado à participação da Caixa nas despesas de assistência à saúde. A categoria defende uma mudança que permita ampliar a contribuição do banco e reduzir a pressão sobre os empregados.
A discussão é antiga. Documentos da própria Caixa registram o limite de 6,5% da folha de pagamento para o dispêndio da instituição com o benefício.
Para os funcionários, a questão tem impacto direto no orçamento e na sustentabilidade do plano. Para a Caixa, por outro lado, alterações no modelo de custeio precisam considerar o equilíbrio financeiro do benefício e as regras estabelecidas para a instituição.
As negociações continuaram mesmo depois do início da paralisação. Em 10 de setembro, a Caixa apresentou uma nova proposta global para tentar encerrar o movimento.
Entre os pontos apresentados está a elevação do teto de custeio do Saúde Caixa de 6,5% para 8% da folha, além de outras medidas financeiras direcionadas aos empregados. A proposta também prevê pagamento de R$ 3 mil por funcionário e antecipação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
A nova oferta passou a ser analisada pelos sindicatos e pode determinar os próximos passos da greve.
A principal consequência para o público é a redução ou interrupção do atendimento presencial em agências que aderiram à paralisação.
Isso pode afetar serviços que dependem da presença física de funcionários, como determinadas análises de crédito, atendimento especializado, atualização cadastral e outros procedimentos que não podem ser concluídos integralmente pelos canais digitais.
A paralisação, entretanto, não significa que todos os serviços da Caixa estejam suspensos. Aplicativos, internet banking, caixas eletrônicos e outros canais remotos continuam sendo alternativas para operações bancárias do dia a dia.
Clientes que precisam movimentar a conta podem recorrer ao aplicativo da Caixa para realizar transferências, pagamentos e outras operações disponíveis digitalmente.
Os caixas eletrônicos também permanecem como alternativa para determinadas transações, incluindo saques. Dependendo do serviço, o consumidor ainda pode utilizar lotéricas e Correspondentes Caixa Aqui.
Por isso, quem possui uma conta na Caixa e precisa pagar uma conta ou realizar uma transferência durante a greve deve, primeiro, verificar se o procedimento pode ser feito pelo aplicativo ou internet banking.
Essa é uma das principais dificuldades provocadas pela paralisação. Alguns serviços exigem análise ou atendimento de um funcionário e, nesses casos, o consumidor pode precisar aguardar a normalização das atividades.
Uma alternativa é procurar os canais remotos da instituição antes de se deslocar até uma agência. A Caixa disponibiliza atendimento por telefone e outros meios digitais para orientar clientes sobre os serviços disponíveis.
Também é importante guardar protocolos de atendimento e comprovantes quando houver uma tentativa de resolver determinado problema durante a paralisação.

O Banco do Brasil vive uma situação semelhante, mas a adesão ao movimento não ocorre de maneira uniforme em todas as bases sindicais.
Em Brasília, por exemplo, os funcionários participaram de plenária e assembleia para decidir os rumos da campanha. A votação foi aberta na noite de 10 de setembro e continuou até o meio-dia de 11 de setembro nas bases que ainda não haviam aprovado a proposta.
A situação é diferente da Caixa porque parte das representações sindicais já aprovou a proposta negociada com o banco, enquanto outras rejeitaram o acordo e mantiveram a mobilização.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
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