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A Isover, fabricante de materiais para isolamento térmico e acústico controlada pelo grupo francês Saint-Gobain, encerrou em 2026 a produção industrial em sua unidade de Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo. A fábrica, que operava desde 1951, deixou de produzir lã de vidro e outras soluções de isolamento no país.
A mudança, porém, não representa a saída da empresa do mercado brasileiro. A companhia pretende manter a comercialização e o atendimento aos clientes, enquanto o antigo complexo industrial passa por uma transformação para receber atividades de armazenagem e distribuição.
O encerramento também envolve a desmobilização dos equipamentos industriais e uma reorganização da força de trabalho. Segundo as informações divulgadas sobre o processo, a desmontagem da estrutura deve continuar nos próximos anos.
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A unidade de Santo Amaro era responsável pela fabricação de produtos de isolamento, principalmente lã de vidro.
O material é utilizado para melhorar o isolamento térmico e acústico de diferentes tipos de construções. A própria Saint-Gobain descreve a lã de vidro da Isover como uma solução voltada ao conforto acústico e ao isolamento térmico.
Na prática, produtos desse tipo podem ser empregados em residências, edifícios comerciais, instalações industriais e projetos que exigem controle da passagem de calor e de ruídos.
A linha também incluía diferentes formatos de materiais isolantes, como mantas, painéis, feltros e soluções específicas para instalações.
O fechamento ocorreu de maneira gradual ao longo de 2026.
A fabricação de lã de vidro na unidade de Santo Amaro foi interrompida em 4 de julho. Depois disso, começou uma etapa de desligamento e desmontagem dos equipamentos utilizados na produção.
Um dos principais equipamentos da fábrica era o forno utilizado para a fusão do vidro. O desligamento dessa estrutura fazia parte do cronograma de desativação da operação industrial.
Com o fim dessas atividades, chegou ao fim um ciclo iniciado em 1951, quando a Isover começou a produzir no Brasil.
O encerramento está relacionado a um processo de desativação da atividade industrial da unidade de Santo Amaro que envolveu a empresa, moradores da região e órgãos públicos.
Em dezembro de 2025, a Isover firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público de São Paulo e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), estabelecendo medidas relacionadas ao processo de desativação.
Antes disso, moradores da região haviam apresentado reclamações relacionadas a aspectos como odores, fumaça e ruídos associados à operação industrial.
A Cetesb é responsável, entre outras atribuições, pelo licenciamento e fiscalização ambiental de atividades e empreendimentos no Estado de São Paulo.
Durante o período anterior ao encerramento, a empresa também adotou mudanças na operação, incluindo medidas de isolamento acústico e ações destinadas à redução de emissões.
A Isover, por sua vez, sustentou que seguia a legislação aplicável e afirmou que não havia comprovação de danos à saúde dos trabalhadores provocados pela atividade industrial.
Assim, o fechamento deve ser entendido dentro de um processo mais amplo de desmobilização da unidade, e não simplesmente como uma decisão repentina de interromper a produção.
O imóvel não será abandonado após o fim das linhas de produção.
A Isover pretende utilizar a estrutura para atividades de logística, armazenamento e distribuição. A mudança permite que a empresa continue atendendo o mercado brasileiro mesmo sem fabricar localmente os produtos.
Na prática, o espaço deixa de funcionar como uma unidade industrial e passa a ter uma função logística.
Isso significa que produtos destinados aos consumidores e empresas brasileiras poderão ser fabricados em outras unidades da companhia e posteriormente encaminhados ao país para distribuição.
A Isover mantém uma operação internacional ampla. Atualmente, a Saint-Gobain informa que a marca possui 61 unidades de produção em 29 países, além de presença no Brasil.
Não.
O encerramento da fábrica de Santo Amaro não significa que a Isover esteja deixando o mercado brasileiro.
A marca continuará comercializando suas soluções de isolamento no país. O que muda é o modelo de operação: a fabricação deixa de ser realizada naquela unidade, enquanto as atividades comerciais e de distribuição permanecem.
A própria Saint-Gobain ainda lista o Brasil entre os países onde a Isover possui presença.
Também é importante diferenciar a Isover do grupo Saint-Gobain. A Isover é uma das marcas do conglomerado francês, que mantém diversas atividades no setor de materiais para construção e outras áreas.
Portanto, o fechamento da fábrica de Santo Amaro não corresponde ao encerramento das operações da Saint-Gobain no Brasil.
A desativação também provocou mudanças para os profissionais vinculados à unidade.
No início do processo, a fábrica contava com aproximadamente 100 trabalhadores diretos. Havia ainda cerca de 50 profissionais em atividades indiretas relacionadas à operação.
Isso representa aproximadamente 150 postos de trabalho envolvidos na reorganização.
O número, entretanto, não significa que todos esses profissionais tenham sido necessariamente demitidos. A mudança de uma unidade industrial para uma operação logística altera o perfil e a quantidade de funções necessárias.
Além disso, o processo foi conduzido de forma gradual, justamente para permitir a transição das atividades.
O encerramento da produção não significa que todos os trabalhos terminem no mesmo momento.
A empresa precisa desmontar máquinas, retirar estruturas industriais e dar a destinação adequada aos materiais e resíduos resultantes da desmobilização.
Entre os equipamentos envolvidos está o forno utilizado na fabricação da lã de vidro.
Essa etapa pode se estender por anos. O planejamento divulgado prevê atividades relacionadas à desmontagem e à área ambiental até 2028.
Também estão previstas medidas de acompanhamento e investigação ambiental relacionadas ao processo de encerramento da atividade industrial.
A unidade começou suas atividades em 1951.
Em 2026, portanto, a operação completou aproximadamente 75 anos de história no Brasil.
Durante esse período, a fábrica acompanhou diferentes momentos da indústria brasileira e da expansão da construção civil, fornecendo materiais utilizados em obras residenciais, comerciais e industriais.
O encerramento transforma, portanto, não apenas a função de um imóvel, mas também encerra uma longa etapa da produção industrial da Isover no país.
Para quem compra produtos da Isover no Brasil, a principal mudança é a origem da fabricação.
A empresa continuará vendendo seus produtos no mercado nacional, mas a produção que era realizada em Santo Amaro será substituída pelo abastecimento proveniente de outras unidades da companhia.
Isso não significa automaticamente que os produtos deixarão de ser encontrados no Brasil.
A estratégia anunciada é justamente manter a presença comercial e utilizar a antiga fábrica como estrutura logística. A marca continua apresentando o país em sua rede internacional de atuação.
O desligamento das linhas em 2026 representa apenas uma das etapas do encerramento.
A próxima fase envolve a retirada dos equipamentos, desmontagem de estruturas e adequação do espaço para sua nova função.
Também existem procedimentos ambientais associados à desativação de uma instalação industrial, que podem exigir acompanhamento por mais tempo.
Por isso, a transformação completa do antigo complexo não acontece imediatamente. Parte das atividades relacionadas à desmobilização pode avançar até 2028.
Enquanto isso, a empresa trabalha na adaptação do local para receber as operações de armazenagem e distribuição.
O ponto central da mudança é que a Isover deixou de fabricar lã de vidro na unidade de Santo Amaro.
Isso encerra uma etapa de produção local que durou mais de sete décadas.
A comercialização do material, entretanto, permanece. A estratégia passa a combinar produtos fabricados em outras unidades da rede internacional com uma estrutura logística instalada no próprio Brasil.
A Saint-Gobain continua apresentando a Isover como uma de suas principais marcas globais de soluções de isolamento, com presença em dezenas de países.

A decisão chama atenção principalmente pela longevidade da fábrica.
Poucas unidades industriais conseguem permanecer em operação durante tantas décadas e atravessar mudanças profundas no mercado, na tecnologia e nas exigências ambientais.
No caso da Isover, o encerramento também mostra uma transformação no modelo de atuação da empresa no país: a unidade deixa de ser uma fábrica e passa a desempenhar uma função logística.
Para os consumidores, a marca continua disponível. Para a indústria brasileira, porém, termina uma história de aproximadamente 75 anos de fabricação de materiais isolantes naquele endereço.
O encerramento da fábrica da Isover em Santo Amaro marca o fim de uma operação industrial que atravessou cerca de 75 anos no Brasil. A partir de 2026, a empresa deixa de fabricar lã de vidro e outros materiais de isolamento na unidade, mas mantém sua atuação comercial no país.
O antigo complexo industrial também terá uma nova função. A estrutura será adaptada para armazenagem e distribuição, enquanto a desmontagem dos equipamentos e os procedimentos relacionados à desativação devem continuar nos próximos anos.
Para o mercado brasileiro, a principal mudança está na origem da produção, que deixa de ser nacional naquela unidade. Para a empresa, trata-se de uma reorganização da operação, mantendo a presença da marca no país mesmo após o fim de um dos capítulos mais longos de sua história industrial.
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