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A inadimplência nas operações de crédito com recursos livres chegou a 6,4% em julho de 2026, segundo o Banco Central.

O índice subiu 0,4 ponto percentual em relação a junho e atingiu o maior nível da série histórica iniciada em 2011.

Ao mesmo tempo, os juros médios cobrados de pessoas físicas nesse segmento recuaram para 60,0% ao ano.

Os dois movimentos mostram um cenário misto para as famílias.

O custo médio de novas operações caiu no mês, mas a proporção de dívidas com atraso superior a 90 dias aumentou.

Entre pessoas físicas, a inadimplência do crédito livre alcançou 7,8%.

Atrasos avançam entre famílias e empresas

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No crédito livre, em que bancos e clientes negociam as condições das operações, a inadimplência das pessoas físicas subiu 0,4 ponto no mês, enquanto a das empresas avançou 0,2 ponto, para 4,2%.

Considerando todo o Sistema Financeiro Nacional, incluindo recursos direcionados, a inadimplência chegou a 4,9%.

Indicador Julho de 2026
Inadimplência no crédito livre 6,4%
Pessoas físicas 7,8%
Empresas 4,2%
Crédito total do SFN 4,9%

Em 12 meses, a inadimplência no crédito livre aumentou 0,9 ponto percentual. Para as famílias, a alta acumulada foi de 1,1 ponto.

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O avanço ajuda a explicar por que a queda pontual dos juros não elimina a pressão financeira de quem já carrega dívidas antigas.

Juros de pessoa física recuam 3,9 pontos no mês

A taxa média do crédito livre para pessoas físicas ficou em 60,0% ao ano, redução de 3,9 pontos percentuais em julho.

O Banco Central destacou quedas nas taxas de crédito pessoal não consignado e de cartão de crédito total.

No conjunto do crédito livre para famílias e empresas, a taxa média ficou em 47,7% ao ano, com recuo de 2 pontos no mês.

Mesmo assim, o custo permanece elevado e varia muito conforme a modalidade, o perfil do cliente e o risco considerado pela instituição financeira.

Concessões caem, mas estoque total chega a R$ 7,37 trilhões

As novas concessões de crédito livre recuaram 1,9% em julho, para R$ 656,1 bilhões.

O movimento foi diferente entre os públicos: as concessões para pessoas físicas subiram 6,1%, para R$ 359,3 bilhões, enquanto as destinadas às empresas caíram 10%, para R$ 296,9 bilhões.

O estoque total de crédito do sistema financeiro, porém, cresceu 0,3% no mês e chegou a R$ 7,372 trilhões.

O endividamento das famílias ficou em 49,8% em junho, enquanto o comprometimento da renda avançou para 28,9%.

Para quem precisa contratar crédito, a redução da taxa média não significa que qualquer linha ficou barata.

Comparar o custo efetivo total, evitar o rotativo e observar a capacidade de pagamento continuam sendo cuidados centrais diante do aumento da inadimplência.

Para acompanhar o desenrolar deste caso e receber alertas sobre inadimplência em tempo real, entre na nossa comunidade oficial do WhatsApp do FDR no link abaixo.

O post Inadimplência no crédito livre sobe a 6,4% e bate recorde; juros para pessoa física caem a 60% apareceu primeiro em FDR.

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